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Por Paulo Bicarato
 

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Somos apenas os vazios entre os nós da rede. E estamos num grande boteco.

Paulo/Male/31-35. Lives in Brazil/São Paulo/Guaratinguetá, Vale do Paraíba, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection. And likes Cybercultura/Jornalismo.
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Paulo Bicarato
Jornalismo, literatura, poesia e elucubrações diárias. Paulo Bicarato de peito aberto,
(ar)riscando palavras vivas ao vento.


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terça-feira, maio 25, 2004

:: Orkut: Imprensa ainda Patina ::

Tudo bem que praticamente todo mundo ainda está batendo cabeça e tentando descobrir a que veio o Orkut.

Mas a Folha (caderno Ilustrada de hoje) perdeu a chance de explorar bem mais a pauta. Ficou só no hype (tudo bem, era de se esperar, mesmo ;-), superficialzinha de tudo... Alguém me disse que até a *Capricho* já saiu com matéria sobre.

Pelo menos, fiquei sabendo de onde vem a palavra *orkut* --se é que não foi armação do Cocadaboa e a Folha engoliu... heheheh

De qualquer maneira, segundo a Folha: "Orkut Buyukkokten, programador do Google.

por Bicarato | Link :2:24:00 PM |


segunda-feira, maio 24, 2004

:: Pensata nº 12.067 ::

[Ou: Por Uma História Open Source]
Contar a História, fielmente, é uma tarefa impossível. É preciso uma dose de poesia para conferir uma maior plausibilidade aos fatos contados, já que é humanamente impossível, ou até inviável, recriar tudo exata e estritamente como aconteceu, e como vem acontecendo. À impossibilidade desse historicismo impecável, some-se a subjetividade inerente à poesia. Ainda que a contragosto, chego à conclusão de que a História é a "mentira que todos combinamos aceitar".

"Mentira", nesse contexto, merece uma certa relativização. Nem de longe quero imaginar que a História se resuma a uma ficção tosca, um espelho embaçado da realidade (pelo menos, nem sempre). Há quem veja, ainda, a onipotência de teorias conspiratórias (ou d´"A" Teoria Conspiratória) contra a qual não há nada mais a fazer senão resignar-se ao fatalismo e à passividade. Fico com as mal-contadas linhas, salpicadas de poesia, como advogava o escritor cubano Lezama Lima.

Em qualquer caso, porém, é fato que a História será tão ou mais bem contada quanto maior for o número de atores com direito a plena voz, não apenas como figurantes. A inclusão participativa desse maior número de atores aumenta exponencialmente a quantidade de "versões" e as doses de "poesia": uma Babel, sim --mas uma bela Babel, sob o signo do consenso, exibindo a multiplicidade caleidoscópica da beleza humana, a unidade na diversidade.

Citei acima o termo "inclusão", mas melhor seria "não-exclusão". Como, no entanto, já há tantos excluídos, a alternativa fica sendo mesmo o primeiro termo. Ainda assim, mantenho ressalvas: incluir, simplesmente, mais e mais rebanhos ao atual sistema é condená-los à mesma injustiça que se tornou regra.

Uma regra injusta que, para manter o "status quo", não mede esforços, não observa quaisquer escrúpulos, tem em mira única e exclusivamente cifrões. A ditadura do mercado, esse "ser" sem rosto, mostra-se mais cruel do que se possa imaginar --apesar disso e de todas as evidências, consegue se impor quase como "natural": é assim, e ponto final. Entre na roda-viva, ou mude de planeta.

Essa pretensa onipotência, no entanto, parece ter provocado uma terceira opção. A arrogância e mesquinhez do "deus mercado" acabou gerando um Prometeu às avessas: nascido da própria intransigência do sistema, ganhou força multiplicando-se descentralizadamente, numa progressão geométrica, arregimentando visionários aqui, abnegados ali, revolucionários acolá, conjugando línguas as mais diversas, dos quatro cantos do planeta, numa só palavra-chave: colaboração.

Os movimentos quase subterrâneos já vêm sendo sentidos há algum tempo. Mais recentemente, passa a ser sintomático perceber que o próprio "sistema" tenta entender o que se passa: termos como "software livre" e "conhecimento coletivo" ganham as páginas dos jornais; antropólogos, sociólogos, comunicadores e afins (inclusive, modestamente e já fazendo a necessária mea-culpa, este que vos fala) gastam laudas e mais laudas (ãh... ainda existem laudas?) e nem sequer refletem uma fração do que acontece. Tudo bem, isso também parece fazer parte da "quebra de paradigmas" a que estamos assistindo: é tudo caótico, sem centro nem liderança, num modo de "produção" coletivo que não visa unicamente o lucro, e praticamente subverte a própria lógica racionalista-cartesiana que moldou essa nossa "civilização ocidental".

Ainda não se sabe onde isso vai dar. Mas penso que esse colaborativismo talvez não seja mais do que o resgate do velho e bom princípio da solidariedade, em busca do bem comum. Pouco importa. Bom, mesmo, é que traz esperanças de que a participação na construção da História seja ampliada, multiplicada, reverberada cada vez mais. E com mais poesia.

Update: Há uma semana (19/05), o Luís Nassif mandava lá na Folha:
A Revanche de Woodstock

Por seu aspecto meio pós-Woodstock, pela natureza libertária de seus integrantes, o software livre tende a ser visto como uma curiosidade, um movimento de sonhadores incapaz de superar o poder financeiro das grandes corporações. É mais que isso. Vamos por partes para entender por que poderá vir a ser conhecido como a maior revolução gerencial da história.
E o Tupi fez um catado geral:
Midia de massa pagando um pau - Liga nois q o colunista de economia da Folha de SP, Luis Nassif, escreveu dia 19/05, pagando um pau pra correria do software livre uscambau. Tipo o tiozinho conta o esquema de descentralização nas corporações, desde milianos, qdo as empresas japonesas inventaram a fita de grupos independentes dentro de uma mesma corporação. Tipo se um bagulho dá errado, não atrapalha o resto da banca. Ligeiro, no final o processo cai pra dentro com o modelo do software livre, tipo o linux, sem hierarquia, chefia, uscambau. Tiozinho ainda versa q modelo pode replicar nas artes, entretenimento, pá e tal. Vai vendo: A revanche de Woodstock.

Sentiu firmeza? Midia de massa agora vai pagar um pau pra mkt hkr? Demorou!
Mais aqui: 5º Fórum Internacional Software Livre

por Bicarato | Link :9:00:00 PM |


sexta-feira, maio 21, 2004

:: A Incômoda Saúde de Diorama ::
Uma pequena cidade do Oeste goiano esbanjava saúde e economizava dinheiro com medicamentos fitoterápicos produzidos localmente, mas autoridades estaduais interditaram o projeto. Agora, o Ministério da Saúde vai conferir a experiência e pode levá-la para o SUS.

"O resultado mais importante foi a melhora no padrão da saúde da população", acrescenta o prefeito Eglediston Cesar Pereira, conhecido como Baixim. Segundo ele, o retrato mais visível da melhora estava no único hospital da cidade: no auge da utilização dos fitoterápicos, as internações para tratamento médico foram reduzidas de 24 para apenas 6. "Sobrou dinheiro para investir em equipamentos hospitalares e em outras áreas da administração", contabiliza o prefeito.
Mais um dos inúmeros e incômodos exemplos de soluções baratas e simples, que estão na nossa cara. Mas que, infelizmente, ferem interesses nada nobres...
[Direto do NoMínimo, por Vasconcelo Quadros]

por Bicarato | Link :2:15:00 PM |


domingo, maio 16, 2004

:: Errata - Utilidade Pública ::

Relendo Guimarães Rosa (pra variar...), achei uma anotação minha feita em 1986. Lembro-me que, na época, pensei em escrever à Editora Nova Fronteira informando sobre um erro de impressão; não sei por que não escrevi. De qualquer maneira, que fique registrado aqui:
As páginas 136 e 137 do livro Manuelzão e Miguilim, Ed. Nova Fronteira, 9ª ed., 19ª reimpressão, estão invertidas: foram impressas trocadas. Portanto, deve-se passar direto da página 135 para a 137, voltar à 136 e continuar na 138.
Tudo bem, tudo bem... Eu sei que a expressão *utilidade pública* colocada aí acima pode parecer abusada. Mas se servir de utilidade para alguém, está valendo.

por Bicarato | Link :10:27:00 PM |


segunda-feira, maio 10, 2004

:: Energia Barata, Limpa e Acessível ::

Para quem, por acaso, viu o Jornal Nacional dessa segunda-feira, uma matéria bem interessante: Estudantes ensinam a fazer um aquecedor solar barato. Só que o dito jornal não deu a principal informação: onde encontrar as dicas para fazer esse aquecedor.

A quem interessar, portanto:
Ong desenvolve aquecedor solar cerca de 9 vezes mais barato que os convencionais

O chuveiro elétrico, considerado o grande vilão na conta de energia elétrica, já pode funcionar por meio de um aquecedor solar popular, desenvolvido por pesquisadores da organização não-governamental Sociedade do Sol, sediada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas, da Universidade de São Paulo.
Para fazer o equipamento na própria residência, as pessoas precisam ter três placas de plástico, que serão usadas para a montagem dos coletores solares, e um reservatório de volume útil de 160 a 170 litros. O armazenamento de água pode ser feito em uma caixa de isopor.
[...]
O site da Sociedade do Sol traz manuais com a instrução completa para a construção do aquecedor.
[...]
Para disseminar o invento, os pesquisadores da ONG estão divulgando, primeiro, o aquecedor entre escolas públicas e privadas do Estado de São Paulo. Todo o material necessário para a montagem do aquecedor também está disponível na página da Sociedade do Sol na internet.
"A idéia de trabalhar com as escolas é fazer com que os professores montem os aquecedores experimentais em sala de aula com seus alunos. Como as crianças têm um grande poder de divulgação, elas transmitirão a tecnologia à comunidade", disse Woelz [engenheiro Augustin Woelz, presidente da Sociedade do Sol]. Segundo ele, o kit solar escolar didático, que é uma versão reduzida daqueles que estão sendo montados nas residências, deve ter um custo aproximado de R$ 30.
As escolas interessadas devem entrar em contato com a ONG pelo telefone (11) 3039-8317 ou pelo e-mail info@sociedadedosol.org.br.
Manuais para download [ASBC = Aquecedor Solar de Água de Baixo Custo]:
-- Manual do ASBC - Manufatura e Instalação Completo, em arquivo único:
DOWNLOAD (518 KB)
-- Manual do ASBC escolar: Kit Didático Solar Completo, em arquivo único:
DOWNLOAD (843 KB)
-- Sociedade do Sol

por Bicarato | Link :10:33:00 PM |


quarta-feira, maio 05, 2004

:: Extra! Extra! ::

Tô tentando engatar a segunda lá, mas acho que agora vai:
http://aliados.hipercortex.com/bicarato

Tá no ar graças ao Felipe. Aceito sugestões de nomes pra *gazeta*...

por Bicarato | Link :4:37:00 PM |


:: Hipocrisia Fast-Food & Conservadorismo Delivery (ou vice-versa) ::

Conservadorismo e hipocrisia são marcas registradas da cultura (?) dos EUA. Isso não é novidade nenhuma. Agora, acabei de descobrir dois exemplos bem típicos:
a) O primeiro casal a compartilhar uma cama na tevê norte-americana foram Herman e Lily Monstro, da Família Addams, em 1964
b) O primeiro beijo inter-racial (simulado) ocorreu em 1968, em Jornada nas Estrelas -- e para isso os corpos do Capitão Kirk e da Tenente Uhura precisaram cair sob o controle de extraterrestres


Pincei essas curiosidades no artigo Dialética Fast-Food, assinado por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa, na CartaCapital. O olho do artigo apresenta: "Nova coletânea [Os Simpsons e a Filosofia] ilustra as possibilidades e as limitações de tratar produtos da cultura de massas como temas filosóficos -- eu acrescentaria (como o próprio texto explicita): as parcas possibilidades e as inúmeras limitações. Mas o exercício, se é que se pode chamar assim, rende algumas sacadas para o autor do artigo:
A série criada por Matt Groening em 1989, no fundo, é conservadora. Até porque o alcance e a variação de atitudes à disposição de produtos da indústria cultural são bem limitados. Mesmo mensagens suavemente críticas só podem ser introduzidas de forma sub-reptícia e irônica. É preciso muita cautela antes de dizer ao imperador que ele está nu.
[...]
É surpreendente que nenhum dos ensaístas desse livro cite Rousseau, cujo pré-romantismo continua a guiar a cultura de massas norte-americana. Nem Diógenes, o pai do cinismo. Nem os teóricos da indústria cultural, com a honrosa exceção do texto de David Arnold, que faz Roland Barthes assistir ao desenho (mas seriam também interessantes os pontos de vista de Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas, Edgar Morin...).
Seria mais honesto e educativo do que insistir em inadequados enfoques éticos (ou simplesmente moralistas) ou procurar em Springfield quem jamais colocou lá os pés -- como Aristóteles, Kant, Nietzsche ou Heidegger. Para quem está de fato interessado nos grandes filósofos e procura um caminho suave, mais vale ler O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder (Cia. das Letras, R$ 43) ou Convite à Filosofia, de Marilena Chauí (Ática, R$ 59).
Para terminar: um dos autores da coletânea, Kelly Jolley [O Que Bart Chama de Pensamento] (aiaiai...), faz uma apresentação fast-food da fenomenologia de Heidegger e garante: Bart Simpson é um pensador heideggeriano. Como diz Antonio Luiz Monteiro, "pobre Jolley, o fantasma de Martin há de puxar-lhe o pé para o resto da vida..."

por Bicarato | Link :1:34:00 PM |


segunda-feira, maio 03, 2004

:: Algumas Respostas ::

Dois textos (ou melhor, um texto e uma frase) me chamaram a atenção na edição deste domingo da Folha. Fala-se tanto em crise no/do jornalismo, mas dificilmente alguém aponta algum indício sobre as causas do problema. Aí vai:
Em crise, jornalismo vira profeta do acontecido
Josias de Souza
[...] Estuário natural da história em construção, os meios de comunicação amargam cortes orçamentários que reduzem a sua capacidade de observação. Os fatos são acompanhados de forma burocrática e convencional. Concentram-se os escassos esforços investigatórios nos gabinetes do Estado.
Movimentos decisivos só são captados pelo jornalismo contemporâneo em sua fase terminal. Ignora-se com freqüência a etapa de formulação das decisões, comandada por um mercado desgovernado e rendido à lógica externa.
Ou os meios de comunicação se qualificam para a cobertura desse núcleo decisório que se sobrepõe ao Estado, ou serão condenados ao mero relato de fatos consumados. Perderão de vez o sentido utilitário. [...]



E a *frase do leitor*, na coluna do ombudsman:
"O jornal tem de surpreender o leitor. Nenhum jornal tem feito isso atualmente."
[Márcio Paula Moraes, 36, comerciante, de São Bernardo do Campo (SP)]
Se não são exatamente respostas para a questão, fazem pensar. E muito...

por Bicarato | Link :3:21:00 PM |


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