Alfarrábio  
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Por Paulo Bicarato
 

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Somos apenas os vazios entre os nós da rede. E estamos num grande boteco.

Paulo/Male/31-35. Lives in Brazil/São Paulo/Guaratinguetá, Vale do Paraíba, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection. And likes Cybercultura/Jornalismo.
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Brazil, São Paulo, Guaratinguetá, Vale do Paraíba, Portuguese, Paulo, Male, 31-35, Cybercultura, Jornalismo.


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Paulo Bicarato
Jornalismo, literatura, poesia e elucubrações diárias. Paulo Bicarato de peito aberto,
(ar)riscando palavras vivas ao vento.


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terça-feira, dezembro 23, 2003

:: PAIXÃO PERMANENTE EM NOME DO FUTURO ::
Nenhum projeto alcança êxito se estiver destituído de paixão. Ao entrar em seu ano VI de existência, essa é a certeza subjacente a cada edição de Novae. A paixão nos impulsiona e nos motiva. A paixão nos congrega. A paixão faz nossas duas edições semanais germinarem. E ela irrompe, indomável, em nossas edições extras. A paixão - somente a paixão - dissemina e repercute cada um dos artigos aqui publicados.

:: SUSPEITOS ::
*Não podemos andar junto de mentes desconfiadas* (Elvis Presley)

Rodrigo Gurgel, José Lucas Alves Filho, Hernani Dimantas, Cláudio Alex Fagundes da Silva, Paulo Bicarato, Rosa Alegria, Carolina Borges, Konstantin Gavros, André Azevedo da Fonseca e Chico Villela escrevem sobre a Novae.

Confira agora a edição especial da Novae

por Bicarato | Link :12:55:00 PM |


segunda-feira, dezembro 22, 2003

:: (re)Nascer ::
Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.

João Cabral de Melo Neto

por Bicarato | Link :2:24:00 PM |


sexta-feira, dezembro 19, 2003

:: Pira(tea)ndo ::
Fui conferir como estão as moças e a temperatura da cerveja em São Luís do Paraitinga. A quem interessar possa, está tudo bem, sob controle (não consegui acabar com a cerveja; vou ter que voltar lá).
Pra completar, troquei umas idéias com o Egypto e o Jô: cabeças pensantes...
Difícil agora é encarar uns 500 e tantos e-mails atrasados...

por Bicarato | Link :6:52:00 PM |


sexta-feira, dezembro 12, 2003

:: Canudo Inútil ::
Responda rápido: agora que o diploma de jornalismo deixou de ser obrigatório, que diabos Narcisa Tamborindeguy vai fazer com o dela?

Copy&Paste direto do Tutty Vasques

por Bicarato | Link :11:06:00 AM |


quinta-feira, dezembro 11, 2003

:: Operação Pirata ::
Artigo primeiro (e único): as leis e normas de conduta serão consensuais, sem nenhum tipo de imposição hierárquica. Lideranças temporárias serão admitidas, também consensualmente, conforme as circunstâncias. As leis e normas de hoje, bem como a suposta liderança, poderão ser revogadas sem aviso prévio. TAZ.

Qualquer projeto colaborativo, como inúmeros exemplos que temos visto pipocando na rede, depende de uma premissa básica e indispensável: esqueçam estereótipos e fórmulas mágicas de negócios --o que equivale dizer, também: o lucro, se vier, é conseqüência, e nunca deve ser colocado como premissa de um determinado projeto.

Difícil engolir isso, não? Mas é exatamente por essa dificuldade que, num determinado momento, um ou outro projeto acaba sendo assassinado, quando não condenado a ser completamente descaracterizado em seus propósitos fundamentais.

Se o momento histórico é outro, também deve ser outra a maneira de pensar. O cartesianismo racionalista que vigora e modela o modo de pensar ocidental já foi. Lógica? Só a dos koans zen.

Piratas, anarquistas ou *alternativos* buscaram, e algumas vezes conseguiram, basear-se em outros modos de pensar, transgredindo sempre e recriando relacionamentos. Sim, as relações sociais numa ou noutra comunidade (pirata, anarquista, *alternativa*) diferem entre si, mas principalmente abolem o padrão hierárquico de poder.

O exemplo da urgência na mudança do modo de pensar vem lá do Hernani Dimantas:
"Estamos com problemas no MetaReciclagem. (...) Toda vez que tentamos administrar caímos na armadilha do velho mundo. Uma administração voltada para o negócio. E não para os projetos".
Não me admira que isso aconteça --ainda, mas já está mudando... O mesmo assombro que o gaiato lá da perifa tem ao pisar pela primeira vez num telecentro e se ver, de repente, com um canal de expressão livre é, a meu ver, resultado do mesmo dilema exposto pelo Hernani: de tão *acostumados* aos padrões estabelecidos, tememos arriscar e experimentar novas formas de exercer a liberdade.

Mas, felizmente, a curiosidade ainda faz parte da natureza humana. Curiosidade para ter coragem e encarar dilemas. E, assim, naturalmente, encontrar novas soluções para antigos --e novos-- problemas.

por Bicarato | Link :3:29:00 PM |


terça-feira, dezembro 09, 2003



Cabezas - Egoísmo coletivo, um blog reunindo literaturas de diferentes partes da geografia física e humana
Walkwoman - Literatura andarilha. Do sul, um vento de palavras e sensibilidade com afeição pelas palavras
Cambalhotas de Irrealidades - Duo exercitando entre prosa e verso uma estética cambalhotina
Audioprosoemas - Palavra e som. Narrações costuradas com sensações sonoras. mp3s para download
Que pena - Blog de ilustrador. desenhista. Arte puta ou puta arte
Pedra Branca - Banda que mistura elementos indianos, de raíz, com uma contemporânea música eletrônica
Falso movimento - videoclipe, lírica urbana no equívoco dos movimentos


por Bicarato | Link :2:25:00 PM |


quinta-feira, dezembro 04, 2003

:: Bendito Vagabundo ::
Para ele, isso é elogio. *Vagabundo*, para ser falado de boca cheia, com orgulho: ou o poetinha Vinicius de Moraes. Para os privilegiados que puderam (con)viver com ele, não faltam histórias para contar. É o caso do Zuenir Ventura:
[...]
Na biografia amorosa que escreveu sobre o amigo, o poeta Geraldinho Carneiro lembra os versos que o cronista José Carlos Oliveira fez para serem cantados com a cândida melodia de "Nessa rua, nessa rua tem um bosque":

"Se eu tivesse, se eu tivesse muitos vícios
O meu nome deveria ser Vinicius
Se esses vícios fossem muito imorais
Eu seria o Vinicius de Moraes"


[...]
Acho que foi o próprio Geraldinho que disse uma vez que Vinicius tinha a coragem de rimar amor e flor e ainda assim fazer boa poesia. [...] Que outro poeta teria coragem de incluir em sua "Serenata do adeus" esses versos de um romantismo tão descabelado: "Ah, mulher, estrela a refulgir,/Parte, mas antes de partir/ Rasga o meu coração,/ Crava as garras no meu peito em dor/ E esvai em sangue todo o amor,/ Toda a desilusão".

[...]
Geraldinho lembra que detratores como o marechal Costa e Silva e apologistas como Toquinho e Chico Buarque chamaram Vinicius de vagabundo. "Tudo bem. Na falta de melhor morada, Vinicius fez do entre-lugar da boemia a sua pátria de eleição."
Bendito vagabundo.
Eu tinha acabado de ler esse artigo do Zuenir quando o meu irmão, Marcelo, me mandou um e-mail indicando o mesmo artigo. Sincronicidades à parte, o Marcelo ainda fez questão de comentar os versinhos relembrando um velho bordão de uma velha turma dos meus velhos tempos da faculdade:

*Amor vira-lata, amor vagabundo, porém sincero...*

por Bicarato | Link :3:13:00 PM |


segunda-feira, dezembro 01, 2003

:: Philosophum Non Facit Barba ::

*Nada é mais perigoso do que a certeza de ter razão.
É preciso idolatrar a dúvida.*


Homenagem a mim mesmo (tim-tim!), por mais um 2 de dezembro.
[Desconheço a autoria. Se alguém souber, escreva aí...]

Update: Adaptando o ditado latino para eu mesmo:
*Philosophum Non Facit Capillus.*
[Gracias ao meu caro amigo Gato Bandini, mas com a devida correção do latinório feita pelo meu pai.]

por Bicarato | Link :11:25:00 PM |


:: Deixem o Neguinho, o Branquinho, o Amarelinho em Paz ::
Já foi dito e repetido mais de uma vez: os Estados Unidos estão sendo vítimas dos próprios monstros que criaram. E isso não apenas (!) nas disputas econômicas em escala global, na tentativa de manutenção do *império*, na hegemônica pretensão de ser o umbigo do mundo.

A praga do *politicamente correto* gera a cada dia novas monstruosidades que nem mesmo o mais fantástico dos ficcionistas imaginaria. A mais recente vítima, segundo li no Pedro Doria, é um dos meus heróis de infância, o Huck Finn. Os caras conseguiram acusar o Huck Finn de racismo! Não dá para acreditar...

Putz! Que delícia lembrar aquele neguinho dando nó em todo o mundo, vivendo ao Deus-dará, mas sempre de bem com a vida, alegre e folgazão. E, mesmo com as malandragens (ou por causa delas), sempre o mais *humano*.

Seguem as palavras do Doria:
Em termos
Nigger é uma palavra profundamente ofensiva. Por vezes, há quem tenha coceira para traduzí-la "negro". Nem de perto. Mas mesmo que optássemos por "preto", no sentido étnico, ainda assim não seria possível atingir a força que o termo tem no inglês dos EUA.
Em tempos de correição política, a imprensa costuma referir-se a ela por the n*** word --a palavra n***.
Huckleberry Finn é, talvez, a obra prima de Mark Twain. Diferentemente do Tom Sawyer, belíssimamente construído, Huck Finn aproveita as mesmas personagens ousando na linguagem. É coisa para quem tem bom inglês: tudo escrito em sotaque de ex-escravo e pobre às margens do Mississippi no século 19. Não muito diferente de estrangeiro ler Guimarães Rosa.
E a palavra nigger aparece mais de 200 vezes.
Huck Finn não é racista. Os brancos não têm um pingo de caráter. O preto velho, ex-escravo, é o sábio, o melhor amigo do Huck menino. A palavra tampouco era vista, no tempo, como é hoje.
Há uns anos, considerado dos clássicos da literatura norte-americana, era livro que as crianças liam lá pela oitava série. Hoje, é dos livros mais contestados pelo movimento negro. Consideram-no ofensivo. Nigger era como a KKK se referia a eles nos linchamentos, nas ofensivas incendiárias, ao pé da forca. Não deviam precisar enfrentar a palavra novamente. Não mais.
Não é proibir a venda de Huck Finn que querem --é exigir que não seja ensinado no colégio. Um movimento assim está acontecendo em Renton, estado de Washington.

Pedro Doria
Por aqui, na nossa *terra brazilis*, temos nosso mais legítimo anti-herói, Macunaíma. E, mais ou menos na mesma época em que li Mark Twain, havia o Mussum, o mais humano e legítimo dos Trapalhões: negro, pobre, beberrão, mulherengo, malandro de carteirinha, entre outros adjetivos. Quer um exemplo mais politicamente incorreto do que esse?

Só sei que prefiro mil vezes os exemplos *politicamente incorretos*, como o Huck Finn e o nosso Mussum, aos enlatados pasteurizados e massificantes de hoje.

por Bicarato | Link :11:24:00 PM |


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"Ao buscar prosperidade para toda a humanidade, o reino de Chintamani Mahakala se abre diante de ti, oferecendo uma abundância de jóias que concedem desejos. Ao buscar riquezas somente para si, você compete contra todos os seres humanos." -R.S.

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