Alfarrábio  
  :: Alfarrábio ::
Por Paulo Bicarato
 

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Somos apenas os vazios entre os nós da rede. E estamos num grande boteco.

Paulo/Male/31-35. Lives in Brazil/São Paulo/Guaratinguetá, Vale do Paraíba, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection. And likes Cybercultura/Jornalismo.
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Brazil, São Paulo, Guaratinguetá, Vale do Paraíba, Portuguese, Paulo, Male, 31-35, Cybercultura, Jornalismo.


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Paulo Bicarato
Jornalismo, literatura, poesia e elucubrações diárias. Paulo Bicarato de peito aberto,
(ar)riscando palavras vivas ao vento.


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Catraca eletrônica



on-line

sexta-feira, novembro 28, 2003

:: teste :: teste :: teste ::

por Bicarato | Link :8:18:00 PM |


:: Brasil em 2 Rodas ::
Trecho do Diário de Bordo Rota Sul 2003:
17.11.2003
Dia maravilhoso! Acordei às 5:00h, alongamento bom. Comecei no escuro sem o leite batido, algumas frutas secas e água somente. Comecei animado e tranquilo, na estrada 3 lanches matinais. Passei pela Reserva Ecológica do Taim, que me deixou maravilhado, e fiz muitas fotos e contemplei bastante, retirei algumas tartarugas ou cágados da estrada, a quantidade de animais mortos na estrada é incrível, a incidência de serpentes me surpreendeu. Até o almoço, havia rodado um total de 2260 km, estou super bem. Almoço muito bom, e a estrada oferece mais pontos de apoio do que haviam falado, alguns deles residenciais mas hospitaleiros. Almocei no Alvorada, Posto Ipiranga em Sta Vitória do Palmar-RS. Pedalei e cheguei ao Chuí-RS, fui muito bem recebido na prefeitura do Chuí-RS pela equipe da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura. Vou dormir no Hotel São Francisco e janto na Lancheria Mariela.
Rodados 233km total 2416km Quinta-RS-Chuí-RS

Foram 18 dias de bicicleta: saída 31/10, de São José dos Campos (SP), chegada 17/11 em Chuí (RS). Esse é só um aperitivo sobre a aventura do meu amigo Lucas Lacas Ruiz, marido da Isabella e pai da Syrah Luiza (detalhe: o Lucas só ficou sabendo que a Isabella estava esperando a Syrah quando estava na estrada, no final do ano passado, a caminho de Marcelino Vieira (RN) --também de bicicleta, claro, mas essa é outra história...). Fotógrafo dos bons, o Lucas me ligou ontem para vermos as fotos. Tô esperando. Isso vai render muito, ainda... ;-)))

Update: Tá aqui o relato da viagem São José dos Campos (SP) - Marcelino Vieira (RN)


por Bicarato | Link :5:15:00 PM |


quinta-feira, novembro 27, 2003

:: Violência Contagiosa ::
Por Paulo Bicarato
Afeta até mesmo o raciocínio de algumas notórias cabeças --quero crer que não haja, em algumas manifestações públicas, ranços hipócritas ou oportunistas, mas talvez apenas (!) a cegueira, ainda que momentânea, refletida pelos holofotes da mídia.

[Íntegra aqui, na Novae]

por Bicarato | Link :2:28:00 PM |


:: Ê, Capoeira, Ê ::
Notinha na coluna da Mônica Bergamo, na Ilustrada de (acho) anteontem:
BERIMBAU
Um dos cursos mais disputados da Ucla (Universidade da Califórnia) --que tem entre seus professores 22 vencedores do Prêmio Nobel-- é o de... capoeira. Há lista de espera de quase um mês por uma vaguinha nas aulas de mestre Boneco, um brasileiro que está com ares de pop star na terra de Bush.
Mais uma vez, o conhecimento formal dos Prêmios Nobel se rende à espontaneidade da ginga brazuca. Afinal de contas, Brazil is hacker, né?

por Bicarato | Link :11:18:00 AM |


quarta-feira, novembro 26, 2003

:: Monoculturas da Ciência ::
Ele defende ao mesmo tempo a diversidade do Planeta Porto Alegre e a possibilidade de encontrar identidades entre os que dele participam. O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos quer construir uma universidade dos movimentos sociais.
[...] Eu comentava minha tentativa de teorizar, do ponto de vista teórico e epistemológico, sobre os Fóruns Sociais Mundiais. Expunha a sociologia das ausências e a sociologia das emergências --exatamente para mostrar que muito da experiência do mundo está complemente fora do olhar das ciências sociais e das universidades. Esta experiência está oculta, descredibilizada. É produzida, ativamente, para não existir. É bloqueada por uma série de monoculturas que existem nas nossas universidades: a monocultura do saber científico, a do tempo linear, a da escala (que privilegia o que é global, em relação ao particular), a da produtividade capitalista.

Na contra-universidade, valem tanto o saber científico quanto o popular: o conhecimento dos movimentos, o indígena, o das mulheres, o dos negros --ou seja, o conhecimento que resulta da luta social. É um saber apreciado cada vez mais, inclusive no nível técnico. A biotecnologia não dispensa, hoje, o conhecimento indígena sobre as plantas, suas propriedades e virtualidades curativas.

E mais:

[O conceito de] "Sociedade civil" origina-se no mundo burguês, e se baseia fundamentalmente na idéia da autonomia do indivíduo. Procura dar-lhe autonomia frente ao Estado, e estabelecer-lhe um status público. Ora, encontramos, em muitas partes do mundo, formas de organização que não se pautam pelo indivíduo. São movimentos coletivos, são grupos. Não existem apenas fora do Ocidente. Estão aqui mesmo, nas comunidades indígenas. Subvertem noções como a de "um homem, um voto".

Tome um tema muito concreto, como os Orçamentos Participativos. Como aplicar mecanicamente esta noção, se os indígenas não votam individualmente --se é o seu cacique, seu líder, que vota por todos? O conceito de sociedade civil é muito individualista para eles, e, portanto, não capta riquezas das formas de organização que existem no mundo.
A entrevista exclusiva ao portal Planeta Porto Alegre está em duas partes:

Aqui: -- I -- e Aqui: -- II --

por Bicarato | Link :3:17:00 PM |


terça-feira, novembro 25, 2003

:: Cartografia & Mapas Mentais ::
Mapas mentais são conhecidos há milênios. Muitos deles têm por finalidade a realização de quadros sinópticos. Em outra spalavras, buscam a síntese de idéias complexas. Podemos dizer que esse tipo de mapeamento lógico gera um sistema de informação complexo e, ao mesmo tempo, dinâmico. Um dos mais intrigantes exemplos desse tipo de sistema da informação é a cabala (um *mapa de complexidade*, segundo Zielinski).

Dez esferas, ou círculos, chamados sephirot (singular: sephirah) compõem a Árvore do Conhecimento, ou Árvore da Vida (no Antigo Testamento, a árvore é citada como a Escada de Jacó). As sephirot representam princípios energéticos da Criação, e estão dispostas em três triângulos, ligadas entre si por 22 linhas. Cada esfera tem seu significado e, a partir das ligações entre elas, surgem temas para reflexão.

O projeto Cabala Interativa propõe inter-relações entre o diagrama da Árvore da Vida, mitos, misticismo judaico, tarô e a psicologia junguiana.

[Adaptado do artigo Cartografia em mutação: por uma estética do banco de dados, de Lúcia Leão, organizadora do livro Cibercultura 2.0, lançado durante seminário de mesmo nome no Senac-SP. Gracias, Felipe, pelo livro.]

por Bicarato | Link :3:36:00 PM |


:: Cyberpoesia ::
Aí, Celso!
Gostei, cara...
(Apesar de eu ter que forçar os parcos neurônios aqui...)


[Vi lá no Gato Bandini]

por Bicarato | Link :10:24:00 AM |


segunda-feira, novembro 24, 2003

:: Cibercultura ::
*O presente é muito mais interessante que as utopias.*


A frase é de André Lemos, doutor em Sociologia pela Universite de Paris V e professor da Universidade Federal da Bahia, um dos pioneiros do estudo da cibercultura no país, e um dos responsáveis pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Cibercultura da Universidade Federal da Bahia.
Alguns projetos do centro:
  • Sala de Aula de Educação a Distância (pioneiro na UFBA)
  • Cibercidades (de caráter internacional em convênio com a univerdidade de Aveiro em Portugal, França, Texas e Canadá)
  • Jornalismo Online (em convênio com a Universidade do Texas e Aveiro)

    Update: Isso é que é sincronicidade! Fui conferir o blog da Suzana e dou de cara com uma referência sobre o professor André Lemos, numa entrevista feita pela Fabi para a Magnet.

    por Bicarato | Link :2:31:00 PM |


    sexta-feira, novembro 21, 2003

    :: Juros = Mordida ::
    Já faz um bom tempo que não leio a dispensavelmente autodenominada indispensável Veja (é, sem link). Mas a edição desta semana caiu nas minhas mãos e encontrei uma curiosidade lá, na resenha do livro Os Judeus, o Dinheiro e o Mundo, de Jacques Atalli [Futura, 646 pág., R$ 78]:
    Juros, do hebraico necheck, significa mordida.
    Depois dessa, boa parte dos meus problemas está etimologicamente esclarecida...

    por Bicarato | Link :5:14:00 PM |


    :: Super? Que Super? ::
    Welcome to the International Catalogue of Superheroes. The purpose of this site is to build up a database of information about various superhero characters from around the world.
    www.internationalhero.co.uk
    Até o Morcego Verde está lá, com biografia e tudo o mais.

    Dica do René, direto do Radinho.

    por Bicarato | Link :5:13:00 PM |


    quinta-feira, novembro 20, 2003

    :: Open Source Everywhere ::
    Na Wired - Open Source Everywhere. É só uma amostra da extrapolação do *open source* para além do software.

    Copy&Paste direto do HD.

    por Bicarato | Link :11:04:00 AM |


    quarta-feira, novembro 19, 2003

    :: Coisas de Guaratinguetá ::
    Depois que vi isso, enfiei na cabeça que vou virar garimpeiro de ferro-velho aqui em Guará. Quem resgatou essas pérolas foi o Marcelus, do Jornal Notícias.

    O que ainda não consegui entender foi a intenção dos nobres legisladores aqui de Guará ao criar status diferenciados, para fins de fiscalização, para *carroças*, *charretes* e *veículos de tração animal*. Mais ainda: diferenciação para *bicicletas* e *veículos de tração humana*. Quando eu estiver com paciência, pesquiso melhor essas questões tão profundas e aliviarei essas dúvidas que me afligem...



    Update: Detalhe: reparem nas datas dessas plaquetas --é coisa de *apenas* uns 30 anos atrás...

    por Bicarato | Link :1:38:00 PM |


    domingo, novembro 16, 2003

    :: Para Outro Mundo, Outras Palavras ::
    A crítica da globalização, as ações dos movimentos sociais e o debate das alternativas num jornal eletrônico com a cara do Planeta Porto Alegre:


    por Bicarato | Link :11:49:00 PM |


    sexta-feira, novembro 14, 2003

    :: Notícias da Chapada ::
    Há cerca de quatro meses, meu irmão, o Cacá (ou Tuninho, ou Guará, ou Bicaçula) trocou o dia-a-dia corporativo de Sampa para dar aulas lá no meio do sertão baiano, nos limites da Chapada Diamantina. Duas semanas atrás, ele pegou uns dias de folga e apareceu por aqui. Passagem rápida, mas deu para matar (ou alimentar) a saudade. Já de volta à Bahia, ele manda notícias, com um resumão da experiência dele por lá:
    Notícias Spamciosas

    Olá, alô amigos e amigas de fé, irmãos e irmãs camaradas.

    Ia mandar fotos anexas de Nestor, o mamutinho em forma de cão que eu adotei e nem imagino ainda como vou criar. O certo é que o bichinho terá um lar com muito amor, carinho e rações da melhor qualidade que o meu bolso suportar. Segundo fontes seguras e imparciais, posso assegurar que dentre os filhotes de Maria Fulô, Nestor é dos mais - senão o mais - bonito de todos. A se verificar nos anexos... eheh

    Não sei o que houve com o disquete que trouxe com as fotos. Deve ter sido acometido do vírus de baianidade: não quer trabalhar agora. Tá pedindo pra ser formatado.

    [...]

    No mais, volta às aulas e bate-papo com o povo do GAP, com direito a combate a incêndio de grandes proporções na Chapada. O último que eu fui, tomou conta de parte considerável da região próxima ao Morro do Pai Inácio e dos Três Irmãos, que compõem juntos uma das principais paisagens daqui. Foi triste de ver tanta coisa queimando tudo ao mesmo tempo, sem poder fazer muita coisa senão ir com o abafador e eliminar algumas centenas de metros de linhas de fogo. Tinha muito lugar que simplesmente não dava pra chegar e a única opção disponível era ficar vendo o fogo ir tomando conta da situação. O combate em si, entretanto, é um capítulo à parte. Caminha-se muito, no escuro, em meio do mato. Buracos são risco constante aos pés e joelhos. Quando enfim chegamos à linha de fogo, uns com abafadores e outros com bombas d'água vão à luta. O fogo vira um inimigo que às vezes se mostra vencido, mas que logo depois volta e aparentemente até com mais força. É pau, é pedra, é o fim do caminho mas nem assim o povo se deixa vencer. As cenas que saem do fogo são dignas de um ensaio fotográfico e registro literário. O que se vê depois, idem, apesar das circunstâncias não serem tão românticas assim. O pior é que quando se vai atrás dos culpados pelo fogo, ninguém nunca sabe de nada. E no outro dia, outro fogo pra se combater...

    A sorte é que neste caso, o combate terminou à 1 da madrugada quando a chuva começou a cair. A maioria das vezes, entretanto, não cai uma única gota sequer de chuva, já que afinal de contas a Chapada fica no meio do semi-árido nordestino. E no meio também de uma aridez de conhecimento e consciência ambiental que chega a ser mais preocupante ainda. Muitas pessoas daqui vêem o movimento ambiental não como uma coisa "legal", mas sim como sinônimo da retirada de meios de subsistência que esse povo tinha, como a pecuária ou o garimpo. Fazer do turismo uma indústria que satisfaça essas demandas econômicas sem cair no erro de transformá-lo em mais um fator de impacto e degradação do meio ambiente é o desafio de agora, com o qual também estou me envolvendo.

    Aliás... Tenho me envolvido em tantas coisas que jamais imaginei em minha vida nestes últimos meses. Já carregava comigo certas preocupações ambientais, mas nunca tive - como estou tendo agora - a dimensão da importância que significa a preservação e recuperação do meio ambiente, seja lá onde for, seja lá a hora que for. Estou tomando os cuidados para não virar "eco-xiita": é muito fácil radicalizar por este lado também. Sair na rua contra McDonald?s, Shell (nada pessoal, Dino), baleeiros japoneses, governo americano e a unha encravada é fácil fazer. Difícil é conciliar isto tudo aos conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento de comunidades, respeitando suas culturas e características locais.

    E por falar em cultura, comentei com alguns de vocês quando estive aí por SP: um erro reincidente está acontecendo interior do Brasil afora. Tal e qual os Jesuítas fizeram com as culturas indígenas, hoje são os evangélicos que estão tratando de condenar como "coisa do demo" toda e qualquer manifestação de cultura regional como batucadas, festas tradicionais, comidas e etc e tal. É de uma tristeza só constatar esse tipo de coisa, pois essa cultura é o que se pode chamar de cultura genuinamente brasileira, assim como samba, a capoeira, o boi-bumbá e outros que também são. Pela região da Chapada Diamantina e como quase em todo o interior do Nordeste, existem comunidades remanescentes dos quilombos, que possuem uma arquitetura de casas, um modo de falar, um jeito de encarar a vida que à primeira vista nos parece estranho, mas que é na realidade uma caracterísca cada vez mais rara de se observar e que está se perdendo porque o exemplo a ser seguido é essa tal de sociedade moderna, de valores cada vez mais estranhos que passa na novela das oito.

    Críticas e ranços à parte, a cena geral do que se vê aqui na Chapada é ambígua: admira e assusta. Admira pela beleza. Assusta pela ameaça disso tudo se perder em pouco tempo, disso tudo se pasteurizar e virar só mais um roteiro turístico exótico para os gringos.

    Wherever... Vamo que vamo. Ia fazer deste mail um informativo sem maiores pretensões a vocês. Acabou virando um resumo de várias coisas que vejo e vivo por aqui. Como disse, no fundo é um enorme aprendizado. São muitos erros, muitos atores e cenários errados que se vê. O roteiro, sem falsos alardes, precisa ser modificado o quanto antes, antes que seja tarde e o espetáculo termine sem direito a aplausos, apenas lamentações.

    Espero sinceramente que todos estejam bem. Em breve nos falamos ao vivo e a cores novamente. As saudades de todos se potencializaram depois de eu ter passado rápido por SP e Guará.

    That?s all. A gente vai se falando.

    []?s

    Antonio Carlos
    Bom... Uma mensagem dessa só confirma o que eu já tinha certeza: o Cacá optou por uma experiência inesquecível. Mas, além da opção em si, ele tem a capacidade de maximizar essa experiência, fazendo dela um aprendizado riquíssimo, quiçá inestimável. Valeu, cara!

    por Bicarato | Link :1:06:00 PM |


    terça-feira, novembro 11, 2003

    :: Ô, Falta do que Fazer... ::
    Dica do Celso, para quem está procurando alguma coisa pra fazer:

    Laboratório Brasileiro de Tecnologias Fantásticas

    Não perca o Botão Faz Nada. Heheheh

    Update: Aliás, lembrei de outra *invenção*, já bem mais antiga, do Alê (vulgo Calvin): o banner perfeito: aquele que não pode ser clicado fazendo que o seu retorno seja de 100%. Isso mesmo, sem mais delonga....

    por Bicarato | Link :6:55:00 PM |


    :: Intervenções ::
    Muito bacana! Gostei. Usar e abusar da mídia massificante para falar o que se quer. Seja uma poesia, seja uma declaração de amor, seja um ato de protesto, seja o que Deus quiser...
    Direto da Máquina de Escrever:
    Esse texto é uma homenagem a uma das mais interessantes intervenções em outdoors que eu já vi. Obra de um Romeu dos tempos de modernos - ou de uma Julieta, já que os tempos, como disse, são modernos -, a alteração foi feita em um anúncio do jornal "O Globo" no Méier, Rio de Janeiro (veja a foto clicando aqui).
    O rapaz se apropriou de uma das mais emblemáticas ferramentas de propaganda, o outdoor, para transmitir sua mensagem de amor. Trocou o nome da empresa anunciante pelo de sua amada, reconstruindo a frase exposta para: "Ela faz diferença: Fernanda". Genial.
    Além de um gesto apaixonado, isso foi também, ainda que inconsciente, um ato de subversão.
    Note-se, ademais, que o autor da intervenção fez uso da própria linguagem da nova campanha publicitária de "O Globo". Ela é toda baseada em recortes: frases são formadas com os logotipos e nomes de diversas colunas e sessões do jornal, trazendo ao fim o slogan "O Globo faz diferença". O que esse jovem fez foi exatamente uma colagem, tal como na propaganda na qual interveio.
    Alterações em outdoors não são novidade. Há, aliás, um movimento internacional cujos ativistas são chamados de adbusters (www.adbusters.org). O objetivo deles é modificar os outdoors de forma a construir mensagens críticas contra o sistema - ou auto-críticas, se alguém acreditar que partiram dos anunciantes.
    Vi uma dessas no metrô do Rio de Janeiro alguns anos atrás. Em vez de "Veja: indispen-sável", lia-se "Veja: dispensável". Algumas dessas intervenções são tão criativas que parecem fruto de publicitários em potencial. Ainda bem que essa gente está politicamente do lado oposto dos "gênios" do marketing que há por aí.
    Outra característica dessas obras é seu caráter efêmero. Elas não duram mais que alguns dias, quiçá algumas horas. É o tempo de a empresa responsável pela instalação dos outdoors ser comunicada e enviar uma equipe imediatamente ao local.
    Espero que a Fernanda tenha visto o gesto apaixonado de seu admirador, pois se eu fosse mulher ficaria com o cara.
    Fernando Paiva
    Assino em baixo, Fernando!

    por Bicarato | Link :12:55:00 PM |


    :: Bookmark ::
    Biblioteca colaborativa imperdível: Metá:Fora.

    por Bicarato | Link :10:32:00 AM |


    segunda-feira, novembro 10, 2003

    :: FebeaWeb ::
    Há alguns dias, postei isso aqui, sobre a iniciativa de um colunista do porte do Tutty Vasques colocar um sistema de comentários lá no site. Eis que meu irmão, o Marcelo, me avisa hoje que a idéia foi abortada pela ignorância dos leitores. Não entenderam ainda para quê serve a web...
    Copio a mensagem do Marcelo:
    Pois é, e ao contrário do título da sua nota no Alfarrábio, a novidade já caiu antes de esquentar o mouse. Veja só o pedido de desculpas do Tutty Vasques:

    Sinto muito!
    Em respeito a quem enxerga alguma graça na coluna, termina nesse instante (21h54 de domingo, dia 9) a experiência de somar comentários de leitores às notas aqui publicadas, novidade inaugurada há menos de uma semana. A turma confundiu humor com grosseria, o que desvirtua inteiramente o objetivo da coluna. NoMínimo se recusa a servir de palco para baixarias. O colunista pede desculpas aos leitores que levaram a possibilidade de diálogo a sério.


    Lembra o que eu falei na mesa do bar sobre comentários a notas, crônicas e notícias?
    É, é o Febeaweb, versão eletrônica do Febeapá do Stanislaw.
    Uma pena.
    Marcelo
    Gracias, brôu. E, infelizmente, parabéns pela sacada do FebeaWeb. [Caso alguém não entenda, principalmente os com menos de 30, basta buscar no Google por Stanislaw Ponte Preta, Febeapá, Sérgio Porto...]

    por Bicarato | Link :8:24:00 PM |


    sábado, novembro 08, 2003

    :: Porque Hoje É Sábado ::
    Nada a ver, mas estava eu passeando pelo *Dicionário Brasileiro de Provérbios, Locuções e Ditos Curiosos*, de R. Magalhães Jr., e pesquei uma citaçãozinha lá:
    Ex nihilo nihil.
    Nada vem de nada. Verso de Pérsio ("Sátiras", III, 24) que resume a filosofia de Epicuro. Baseado nisso, Aristóteles defendeu a eternidade da matéria.
    E mais uma curiosidade:
    Lé com lé, cré com cré.
    No sentido de que cada um com o seu igual, ou com quem estiver à altura de compreendê-lo, ou de manter discussão. Trata-se de uma abreviação de leigos com leigos e clérigos com clérigos. Rui Barbosa, na conferência "às classes conservadoras", proferida a 8-3-1919, usa tal expressão: Não é com a honestidade britânica, não é com a dignidade francesa, não é com a lealdade americana que fazemos liga. É com a falsidade teutônica. Cré com cré, lé com lé. Mentira com mentira."
    E essa vai pro meu amigo gaudério, o Felipe:
    Chimangos e Maragatos
    Chimango, nome de uma tenaz para avivar o fogo de lenha e retirar carvões, era a alcunha dada aos sustentadores da política castilhista e borgista, isto é, aos adeptos de Júlio de Castilho e Borges de Medeiros, no Rio Grande do Sul, combatidos pelos maragatos ou federalistas, da facção de Silveira Martins e, mais tarde, de outros oposicionistas gaúchos. Com o título de Antonio Chimango, Ramiro Barcelos publicou, sob o pseudônimo de Amaro Juvenal, famosa sátira em versos contra Borges de Medeiros, o oligarca riograndense. Os chimangos usavam como distintivo um lenço branco no pescoço, ao contrário dos maragatos, que usavam um lenço vermelho.
    [Será que tem algum sentido oculto nas entrelinhas disso aí? Sei lá... É sabadão, e meus parcos neurônios foram dar uma volta por aí...]

    por Bicarato | Link :8:11:00 PM |


    sexta-feira, novembro 07, 2003

    :: teste ::

    por Bicarato | Link :10:28:00 PM |


    :: Tava Demorando... ::
    O Tutty Vasques agora também colocou um sistema de comentários lá na coluna dele. A notinha com o recorde de recados dos leitores só podia ser essa:
    Furo de reportagem
    A abertura de inquérito contra Luana Piovani, que declarou fumar maconha para relaxar, provocou reboliço nas redações das revistas de celebridades: ?Caras’ e ‘Quem’ já disputam a cobertura exclusiva da rotina de Luana Piovani na cadeia. Ô, raça!
    Também, pudera! La Piovani + maconha é sucesso na certa...

    por Bicarato | Link :2:42:00 PM |


    :: Estados Roseanos de Consciência ::
    Já é mais do que sabida a produção ensaística que a obra de Guimarães Rosa gerou, abordando os mais diferente aspectos. Um livrinho que comprei há uns bons anos, e que agora releio, traz uma visão pouco convencional: Guimarães Rosa - O Alquimista do Coração, de José Maria Martins.

    Na apresentação, algumas dicas sobre o mapa da mina:
    A escrita de Guimarães Rosa é alquímica em vários sentidos. Mas antes de tudo é alquimia do coração, com todos os seus riscos. Escrever, também, como viver, é muito perigoso, quando o coração inteiro está em jogo. [...] No sertão o sentimento grassa solto, é flor do mato. O sertanejo ainda não está preso às convenções e vive a vida do coração.
    Valeria a pena reproduzir todo o livrinho aqui (são só 90 páginas). Mas pincei um trechinho do primeiro capítulo, só como exemplo:
    [...] Cada cultura impõe ou programa padrões específicos de funcionamento mental. Sustentam e mantêm tais padrões o processo de socialização, a linguagem, a ideologia, os valores religiosos e políticos. Assim, nosso estado comum de consciência não é "natural" ou "dado" mas, sim, uma construção semi-arbitrária.

    Cada cultura cultiva alguns estados e rejeita outros, de acordo com seu estágio evolutivo e necessidade de equilíbrio social. A maior parte de nossas vidas é passada na realidade consensual, isto é, naquele segmento da realidade seletivamente percebido e construído a partir do muito mais amplo espectro da potencialidade humana. Vivemos limitados a pequena porção do real possível. Essa limitação, ainda que útil por facilitar a interação social, constitui-se num grande empecilho ao auto-conhecimento e à criatividade humana.

    O acesso a outros estados de consciência que não o sono e a vigília, ou seja, a entrada consciente no reino do inconsciente, exige a superação, não a negação, da mentalidade empírico-racional.

    Guimarães Rosa não só transita além dos limites da racionalidade [...] mas também questiona a episteme empírica: "Meu duvidar é da realidade sensível aparente. Talvez só um escamoteio das percepções" (*Tutaméia*).
    Mas tem mais, muito mais...

    por Bicarato | Link :10:52:00 AM |


    quarta-feira, novembro 05, 2003

    :: Andando Para Trás ::
    Sempre dá para piorar. A frase é sintomática, e foi motivada pela decisão do Estadão: desde o fim-de-semana passado, a edição online do jornal é oferecida no formato .pdf. A mudança já gerou uma infinidade de threads em listas de discussão, além de inúmeras cartas de leitores, jornalistas ou não.
    Faço minhas as palavras do ex-editor executivo do próprio Estadão, Luciano Martins Costa, em artigo publicado pelo Observatório da Imprensa. Alguns trechos [clique aí para ler a íntegra do artigo - os grifos são meus]:
    Estadão Inova Para Piorar


    O Estadão está perto de conseguir, enfim, a unanimidade de seus leitores.
    [...]
    As queixas vão desde a demora para baixar o arquivo, passando pela dificuldade para navegar entre as páginas - que representa o ato de "folhear" a edição digital - até a supressão das "Últimas Notícias", que desaparece do endereço www.estado.com.br e fica disponível apenas no portal www.estadao.com.br. Sem contar a surpresa desagradável de grande número de pessoas que, por não possuírem uma versão atualizada do viewer do Acrobat, que permite a apresentação do jornal em seu formato gráfico, simplesmente não enxergam as fotografias e infográficos. Para quem conhece essa tal de internet, e até mesmo para quem acaba de ser apresentado ao mouse, a lição é: sempre dá para piorar.
    [...]
    Quase dez anos depois de iniciado, o projeto mostra uma cara que é o avesso de seus propósitos originais. Mostra uma cara de "esperteza", com uma lógica que explicita o interesse de manter o usuário preso à linha pelo maior tempo possível - provavelmente baseada na esperança de que essa tática irritante valorize a publicidade. O mercado já deu mostras de repudiar essas manobras marqueteiras.
    [...]
    A equipe que ergueu aquela obra foi dispensada sem qualquer explicação. São profissionais que conheci jovens, alguns recém-saídos da universidade, cuja formação acompanhei, e que compuseram uma equipe qualificada, unida, dedicada ao melhor do jornalismo e da tecnologia. Falávamos de uma internet que fosse ao mesmo tempo um ambiente de bons negócios e um espaço para a melhoria da cidadania, um ponto de encontro das expressões coletivas da inteligência. Sabíamos, desde a guerra da Bósnia, que a internet realmente era a tangibilização do sentido - até então abstrato - de humanidade. Os leitores, os melhores deles, respondiam a esse estímulo.
    [...]
    O Grupo Estado preferiu mostrar que nada mudou, que seus gestores acreditam poder navegar no mundo digital com bússolas de caravelas. Que a expressão "liberal" apenas define uma espécie de reserva moral do conservador. Empresas que vivem perdendo oportunidades não sobrevivem no atual ambiente de negócios em constante mutação. Suas marcas acabam contaminadas pela imagem de rigidez e conservadorismo impregnada por seus donos ou gestores. Empresas que não valorizam seus talentos, que investem no desenvolvimento de profissionais e depois se livram deles, como quem recicla um computador, estão dizendo ao mercado que não se importam com a criação do conhecimento.
    [...]
    Por essas e outras, a crise na imprensa não tem hora para acabar.
    Fico me perguntando até onde essa mudança do Estadão vai influenciar decisões de outros jornais, revistas etc. -principalmente os menores, muitos dos quais têm o próprio Estadão como exemplo...
    Aguardemos, pois, os próximos passos. A questão é: serão para a frente ou para trás?

    por Bicarato | Link :11:39:00 AM |


    terça-feira, novembro 04, 2003

    :: Interatividade ::
    E, mais uma vez, o Vitrine, da TV Cultura, comandado pelo Marcelo Tas, manda bem. Segue aí trecho do Vitrimail:
    Participe do Vitrine!

    Dia 5/11, quarta-feira, você poderá acompanhar os bastidores da gravação do Vitrine diretamente dos estúdios da TV Cultura, acessando o nosso site.

    Além de ver como o programa é gravado, você irá participar da entrevista que será realizada com as "fazedoras de Dolls", as "Dollmakers", através do e-mail e do VitriBlog que estarão disponíveis para você fazer perguntas e comentários no ar.

    A gravação começa às 14:30h e vai até as 17:00h.

    por Bicarato | Link :6:12:00 PM |


    :: Gonzoman ::
    Fala o Eduf:
    Gonzo pretende ser tão dinâmica quanto a Fraude. E também servirá como posto avançado da revista Radar Interativo na Internet. Vamos compartilhar algumas matérias, usar a estrutura de uma para auxiliar a outra, numa via de mão dupla.
    Apenas uma modificação será sentida por aqui: tentarei enfatizar a informação e produzir um conteúdo mais diversificado. Haverá maior pesquisa e elaboração nas matérias, mas com a mesma falta de seriedade e certa grossidão que já caracterizou o meu trabalho. Não há como fugir.


    Pescado lá no Hipocampo.

    por Bicarato | Link :4:12:00 PM |


    segunda-feira, novembro 03, 2003

    :: Eu, by Jean ::
    Esse aí sou eu. Tive o privilégio de ser caricaturado pelo Jean, certamente um dos mais talentosos cartunistas, chargistas etc. que surgiram nos últimos tempos.
    Sou fã dele, e, posso afirmar, eu vi esse carinha *crescer*...

    Só que, depois que foi pra Folha, parece que se esqueceu dos amigos...

    Alô, Jean!

    por Bicarato | Link :11:27:00 PM |


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    "Ao buscar prosperidade para toda a humanidade, o reino de Chintamani Mahakala se abre diante de ti, oferecendo uma abundância de jóias que concedem desejos. Ao buscar riquezas somente para si, você compete contra todos os seres humanos." -R.S.

    Inspirado no Tom-B

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